Resultantes da sessões de leitura integradas na Semana da leitura, os textos premiados são aqui publicados.
O primeiro é o resumo do conto de Gonçalo M. Tavares e o segundo um comentário ao conto de José Luís Peixoto.
Dali e Gala eram um casal apaixonado que tentava a cada dia reafirmar e aumentar a chama do seu amor. Para tal, Dali e Gala gostavam de ter jogos de sedução, onde tinham que se descobrir um ao outro para mais tarde terem uma recompensadora cópula nocturna. Mas eles não o faziam de qualquer forma… Gala fugia e deixava um bilhete a Dali dizendo-lhe onde ele teria de ir para a encontrar.
Os locais podiam variar, mas Gala gostava particularmente do campo dos pirilampos. Aí, no campo dos pirilampos, Dali tinha que permanecer deitado, de peito para cima e de olhos bem abertos, à espera que Gala distinguisse a luz emitida pelos seus olhos da luz emitida pelos pirilampos. E Gala tinha como tarefa matar todos os pirilampos que emitissem luz, até que apenas uma luz restasse no campo, a luz de Dali, a luz do seu amor. Este era um jogo estimulante, porém perigoso, visto que Gala não se podia enganar e disparar para qualquer lado pois corria o risco de matar o seu amado. Dali e Gala acreditavam que se Gala não reconhecesse a luz do seu macho e disparasse para ele, era porque esta já não o amava, e aí o seu amor acabava, estava condenado.
Mas, como em todos os jogos anteriores, Gala reconheceu Dali, encontrou-o e, no fim, ambos tiveram a sua desejada cópula nocturna.
Margarida Furtado (11º1)
O conto “As Rainhas” de José Luís Peixoto é interessante, pois relata uma história realista, com detalhes que, apesar de tudo, podem fazer a diferença, como no caso de existirem melgas no quarto de Constança, que a picavam e incomodavam. O texto parece estar escrito com pormenores para dar uma visão geral – a visão de Constança em relação à sua vida.
Outro facto que penso ser relevante é a compreensão que Constança apresenta, enquanto pensa como justificar o comportamento de Inês, que era sua amiga, com o seu marido, Pedro, (pensava poder ser devido à sua pouca idade ou aos maus exemplos de seus irmãos).
Infelizmente não se sabia como Pedro reagiria, Constança deveria ser cautelosa com ele, porque era um homem instável. É curioso ler que Pedro a olhava, mas não a via de Verdade, pois não lhe dava muita importância.
Penso que este conto pode tornar-nos mais interessados por história, por exemplo, pois dá “vida” a um facto que aconteceu, fazendo-nos relembrá-lo, mesmo que não seja exatamente como aconteceu.
Manuela Lourenço (9º3)
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